segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Ciclo de Seminários: Minimalismo

Foi realizada, no Auditório Mário Hattori, a última edição do Ciclo de Seminários deste ano. Numa das palestras, o petiano Clenimar Filemon abordou o tema Minimalismo.


O minimalismo surgiu como um movimento nas artes visuais, no período pós-guerra. À época, o Expressionismo Abstrato era o estilo mais popular, com obras repletas de subjetividade, muito pouco objetivas. Esse fato começou a incomodar algumas pessoas que, aliando algumas influências --como Duchamp e Picasso-- a um desejo de uma arte que fosse autossuficiente e expressasse seu significado em função de sua unidade (obra de arte como objeto), fizeram surgir a arte minimalista.


Posteriormente, o movimento expandiu-se com força para outras áreas, como a arquitetura, a publicidade, o design, e o web-design. Na literatura e na música, observava-se uma forte dependência do contexto para alcançar a completude. Hemingway, autor de clássicos como O Velho e o Mar e Por Quem os Sinos Dobram, utilizava tal estilo. Na música, apesar da pouca expressividade do movimento, surgiram peças de valor, como a intrigante 4'33'', de John Cage

A popularidade do ideário minimalista (menos é mais) foi tanta que foi extrapolada para a vida em si: tornou-se um estilo de vida, oposto ao consumismo, que prega pela essência em vez do que é supérfluo, material.

Ainda hoje as ideias possuem força, sendo o estilo-padrão da indústria do design: basta checar a popularidade dos flat icons, os websites mais bonitos da web, blogs de design, etc.