sábado, 19 de setembro de 2015

Entrevista com Marcelo Barros, novo tutor do Grupo PET Computação UFCG.

Dando continuação as entrevistas do ano, o professor Marcelo Barros conta um pouco sobre sua carreira e de que forma pretende atuar como tutor do Grupo PET Computação UFCG.

Professor Marcelo

Grupo PET - Olá, Marcelo. Primeiramente, conte-nos sobre sua formação.
Marcelo Barros Possuo graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Paraíba (1986), especialização em Gestão da Inovação (UFPB-1996), MBA em Marketing de Software (Nova Southeastern University - 1997), mestrado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Paraíba (1990), doutorado em Informatica - Université Paris Sud (1994) e pós-doutorado em Gestão do Conhecimento - Ecole Doctorale d´Informatique, Télécommunications et Eléctronique (2001). Recebi o Prêmio Dorgival Brandão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (1998) de Melhor Projeto do Brasil na categoria Qualidade e Produtividade de Software, com o projeto de um programa de formação em nível de mestrado de profissionais que incorporam o design thinking na produção de software. Atualmente sou professor associado da Universidade Federal de Campina Grande. Tenho experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Sistemas de Informação, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão do conhecimento, empreendedorismo, gestão da inovação, jogos sérios e economia da cultura. Criei e coordenei o IEMPI - Instituto de Empreendedorismo e Inovação, o Pontão de Cultura Rede Viva e o Atelier de Computação e Cultura da UFCG (www.compcult.net).
Grupo PET - Quais as atividades academicas em que você está envolvido atualmente?
Marcelo Barros – Disciplinas na Graduação no CCC (Jogos Digitais) e nos demais cursos da UFCG (Cálculo Numérico), Disciplinas no PPGEP-UFPB (Programa de PosGraduação em Engenharia de Produção (Workflow e Gestão do Conhecimento)), Coordenação de projetos de Pesquisa e Extensão: 1) ClipCult Jogo de Revista Eletrônica Intercultural e Internacional da Paraíba - FAPESQ-MCOM, 2) AGILE: jogo de Combate à Obesidade infantil, 3) CaçaDengue: Jogo de Combate À Dengue, 4) Pontão Rede Viva: Centro de Cultura Digital para Pontos de Cultura do MINC e Coordenação do Laboratório de Jogos de Inovação: Atelier de Computação e Cultura da UFCG (www.compcult.net).
Grupo PET - Como surgiu o interesse em participar do PET?
Marcelo Barros – Sempre acompanhei o PET com carinho devido à sua semelhança com minha postura em minhas atividades: promover uma experiência de empreendedorismo integral dos meus alunos por meio de uma vivência em sala de aula que seja integrada com atividades de pesquisa e com troca de saberes com a sociedade, para cada disciplina. Todos os meus projetos pedagógicos tem um design instrucional com esta característica. São mais de 130 disciplinas com esse tipo de design instrucional e que se renovam a cada semestre de ministração (ver www.tecout.com.br e www.inoversidade.esy.es). Por causa dessa afinidade sentida à distancia, quando fui convidado pela coordenação colegiada do DSC a me candidatar para a tutoria do PET, recebi esta oportunidade como um presente e me dispus imediatamente a realocar parte de minha dedicação acadêmica para o PET Computação. Como não poderia deixar de ser, também me preparei para contribuir com a gestão estratégica do programa junto à PRE a fim de melhorar seu desempenho e aumentar a visibilidade da UFCG em sua missão institucional prevista no seu marco legal: o PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional).
Grupo PET - De que forma foi o processo de seleção?
Marcelo Barros Foi formal, por meio de edital público para avaliação de competências e afinidade com a filosofia do PET, com uma entrevista final. Na entrevista final explicitei minha visão e atitude já descritos acima e creio que convenci os avaliadores que tinha o perfil para contribuir com o crescimento do PET Computação.
Grupo PET Computação 2014-2015

Grupo PET - Como foi a primeira reunião a frente dos petianos? Como eles reagiram?
Marcelo Barros Como se esperava, foi um momento de relativa ansiedade para ambos, petianos e eu, pois o PET Comp estava sem liderança efetiva há seis meses, devido ao afastamento da professora Lívia. Os petianos estavam sedentos da presença efetiva de um tutor que desse continuidade aos projetos planejados para 2015 que estavam em passo lento e eu estava sedento de entender, operacionalmente, como o PET estava funcionando, para descobrir onde eu poderia contribuir com novas idéias motivadoras e com abordagens de gestão acadêmica que impactassem o programa em níveis do CCC e da UFCG em sua missão institucional de promover a integração entre ensino, pesquisa e extensão. Além disso, o grupo estava com apenas 5 integrantes pois vários petianos estavam saindo para o Ciência sem Fronteira. Mas foi muito boa. Logo percebemos as possibilidades para o futuro. Sentimos desde o início que existe um espírito de fraternidade saudável e até agora temos aprendido muito, mutuamente, compartilhando nossas experiências acadêmicas e nossos talentos artísticos.
Grupo PET - Quais serão as primeiras ações que o senhor vai por em prática como tutor do grupo?
Marcelo Barros Como entrei, de fato, em agosto de 2015, já existe um planejamento que deve ser cumprido. Mas nestes 5 meses de 2015, depois de diagnosticar o modelo de gestão acadêmica atual do PET e de selecionar novos petianos para (re)compor o grupo, a minha primeira ação é uma capacitação do grupo para planejar uma visão de futuro do PET em nível de curso (CCC) e de UFCG. Isso será feito por meio de oficinas de 1) comunicação científica, 2) de análise de valor de projetos de pesquisa, ensino e extensão, 3) de organização empreendedora, 4) de responsabilidade social e 5) de negociação de projetos. Em seguida teremos uma ação de sensibilização e de negociação com todo o ecosistema acadêmico do nosso departamento para construção de parcerias estratégicas internas e externas. Após isso, estaremos todos aptos para definir novas metas e ações inovadoras para os próximos 10 anos do PET Computação e do PET UFCG.
Grupo PET – O que essa experiência poderá contribuir na sua formação pessoal e profissional?
Marcelo Barros Creio que essa experiência enriquecida pela vivência constante com os talentosos alunos de nosso curso me deixará mais jovem e mais feliz. Com certeza irei aprender mais com eles do que eles comigo.
Grupo PET Computação em visita a Casa da Criança Dr. João Moura

Grupo PET - O que esperar desse grupo em 2016?
Marcelo Barros – Ousadia e Inovação. Mas não somente em 2016. Não consigo pensar no PET com uma visão mais curta do que 10 anos. Na minha opinião o PET é um programa de apoio ao ensino superior que foi concebido para inovar o ensino de graduação desde o primeiro ano da formação do aluno. Basta ver seus objetivos no seu marco legal, a portaria MEC 976/2010. Isto é uma quebra de paradigma nas práticas acadêmicas do ensino superior que trazem um discurso de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, mas têm uma atitude isolacionista destas 3 dimensões na formação acadêmica de nossos alunos. Espero ousadia e atitude empreendedora dos petianos e de todo o DSC, para criar uma capacidade de influenciarmos outros atores da sociedade local e da própria UFCG. Com essa capacidade construída e com ações simples baseadas nas nossas atividades acadêmicas otimizadas, vamos inovar a formação de Cientistas da Computação e impactar o desenvolvimento da nossa região de uma maneira perceptível pela sociedade local.
Grupo PET – Marcelo Barros, muito obrigado pela sua entrevista. O PET Computação agradece seu interesse em participar do grupo e deseja muito sucesso nos próximos anos.
Marcelo Barros – Obrigado a vocês por todos os presentes que esta experiência de ser tutor do PET Comp significa pra mim.